O Papel Crítico da Enfermagem no Combate ao Sofrimento Psíquico: Estratégias Ético-Políticas de Manejo Comunitário

Introdução: Austeridade, Vulnerabilidade e a Crise Silenciosa

O sofrimento psíquico, manifestado como Transtornos Mentais Comuns (TMC), está intrinsecamente ligado à vulnerabilidade social e às políticas de austeridade. A Enfermagem não pode ignorar que fatores como baixa renda, desemprego e preconceito elevam o risco de sintomas como ansiedade, depressão e sentimento de inutilidade. Nossa atuação deve ir além da clínica individual: ela é ética e política.

Eixo de Autoridade 1: Do Trauma à Transformação Social

Em vez de focar apenas no sintoma individual, propomos uma abordagem que reconhece a “dupla carga” da má nutrição, o estresse crônico e a violência estrutural como causas do sofrimento.

  • A Enfermagem como Agente de Mudança: O enfermeiro, no centro da equipe multidisciplinar, deve se posicionar como um agente que traduz as necessidades das comunidades (quilombolas, indígenas, crianças, idosos) em estratégias de cuidado que rompam com estruturas de opressão e racismo estrutural. Nosso foco é potencializar a virtude dos povos por meio de novas experiências e práticas que promovam uma vida vivível.

Eixo de Autoridade 2: Modelos Comunitários de Resposta Rápida

O artigo destaca o valor do Cuidado Integrado e o uso de estratégias como a musicoterapia e a intervenção psicossocial em territórios específicos.

  • Nossa Liderança em Saúde Pública: A expertise da Enfermagem se manifesta na implementação de programas de saúde pública eficazes, como a atenção primária e o CAPS, que são essenciais para promover a saúde e prevenir doenças crônicas em populações de risco (como etilistas crônicos). É o enfermeiro que está apto a desenvolver e aplicar essas intervenções na comunidade, garantindo que o acesso aos serviços de saúde mental seja uma realidade, e não um obstáculo.

Conclusão: O futuro da saúde mental no Brasil passa pelo fortalecimento do SUS e pelo compromisso da Enfermagem em atuar nas territorialidades. Ao integrar o cuidado clínico com a perspectiva ético-política, confirmamos nossa contribuição de grande significado para um sistema de saúde mais justo e humano.

ACESSE O ARTIGO COMPLETO: https://doity.com.br/anais/onad/trabalho/371395

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