O Próximo Salto na Cardiologia: O Roteiro da Enfermagem para Superar os 3 Maiores Desafios de Manejo do Infarto no Brasil

Introdução: Cardiologia Além da Cirurgia

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) ainda é a principal causa de morte no Brasil, e a complexidade do tratamento aumenta drasticamente quando o paciente possui comorbidades. A verdadeira batalha pela vida não termina no bloco cirúrgico; ela começa na gestão de risco e no acompanhamento contínuo. Nosso trabalho foca em transformar a prática clínica, usando dados recentes para estabelecer um roteiro de excelência liderado pela Enfermagem.

Desafio 1: A Luta Ineficaz Contra o Colesterol LDL

Apesar dos avanços em terapias (como estatinas e inibidores de PCSK9), pesquisas recentes indicam uma falha alarmante: a maioria dos pacientes pós-IAM não alcança as metas recomendadas de colesterol LDL. Isso aponta para uma falha sistêmica que exige a intervenção da Enfermagem.

  • A Solução da Enfermagem Gestora: Defendemos a implementação de Protocolos de Monitoramento de Adesão e Rastreamento de Risco Personalizado. É o enfermeiro que está na linha de frente para traduzir a complexidade das diretrizes em um plano de vida gerenciável, assegurando que o tratamento não seja apenas prescrito, mas rigorosamente seguido.

Desafio 2: Integrando o Cuidado para Resultados Sustentáveis

O prognóstico de pacientes com IAM e comorbidades (como diabetes e hipertensão) exige uma abordagem holística que coordene múltiplos profissionais (médicos, nutricionistas, fisioterapeutas).

  • A Liderança em Saúde Integrada: O enfermeiro é o gestor de caso (Case Manager), que garante a coordenação de ponta a ponta. Adotar modelos de cuidados integrados não é um luxo, mas uma necessidade estratégica para melhorar a eficiência dos serviços, reduzir o tempo de internação e, principalmente, reduzir a taxa de mortalidade.

Desafio 3: Combate às Desigualdades no Acesso ao Tratamento

O Brasil demonstra variações significativas na mortalidade por doenças cardiovasculares, com regiões menos desenvolvidas enfrentando maiores desafios. A prevenção falha onde o acesso à informação e aos serviços é limitado.

  • A Força da Educação em Saúde: O enfermeiro é o educador primário, atuando diretamente em estratégias de saúde pública para aumentar a conscientização sobre fatores de risco modificáveis (tabagismo, obesidade). Nossa contribuição foca em levar a ciência dos artigos institucionais para a população, garantindo que a prevenção seja acessível e relevante em todos os contextos socioeconômicos.

Conclusão: Nosso trabalho está na vanguarda da gestão de saúde cardiovascular. Ao aplicar ciência em modelos de cuidado prático e liderar a articulação multidisciplinar, garantimos que os avanços médicos se traduzam em resultados de vida para os pacientes no contexto complexo do sistema de saúde brasileiro.

ACESSE O ARTIGO COMPLETO: https://rgsa.openaccesspublications.org/rgsa/article/view/6701

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