Na Linha de Frente da Emergência Cardíaca: Protocolos e Liderança da Enfermagem na Síndrome Coronariana Aguda (SCA)

Introdução: O Desafio dos 10 Minutos

A Síndrome Coronariana Aguda (SCA), incluindo o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), é a principal causa de mortalidade não violenta e um indicador crucial da qualidade das políticas de saúde pública. O tempo é miocárdio. O diagnóstico de IAM deve ser confirmado pelo Eletrocardiograma (ECG) em até dez minutos após a chegada do paciente ao hospital. É neste cenário de alta pressão e risco iminente que o papel da Enfermagem é fundamental.

Eixo de Autoridade 1: A Enfermagem como Pilar da Assistência Imediata

O cuidado ao paciente com SCA exige uma intervenção rápida e coordenada. Nosso trabalho destaca que o enfermeiro tem um papel crucial que vai muito além da assistência técnica:

  • Liderança no Protocolo: A adoção de protocolos de dor torácica facilita o diagnóstico e o tratamento eficientes, permitindo alta rápida e segura para pacientes com sintomas não-cardiovasculares e agilizando a intervenção para os casos graves. O enfermeiro é o responsável por implementar e gerenciar esses fluxos.
  • Gestão de Crises Psicossociais: Pacientes com IAM frequentemente manifestam diagnósticos de enfermagem relacionados a ansiedade, débito cardíaco diminuído e intolerância à atividade. A equipe de enfermagem minimiza alterações fisiológicas e psíquicas, proporcionando um plano de cuidados que prioriza a saúde emocional e a estabilidade circulatória.

Eixo de Autoridade 2: Fatores de Risco e a Batalha da Prevenção

A SCA é frequentemente atribuída a hábitos de vida inadequados, e a presença de dois ou mais fatores de risco (como tabagismo, hipertensão e diabetes) aumenta drasticamente a probabilidade de desenvolvimento da condição.

  • Educação Salva Vidas: Muitos pacientes desconhecem a gravidade da SCA e não adotam estilos de vida saudáveis. A Enfermagem deve liderar as ações educativas e preventivas focadas em mudanças comportamentais para reduzir o risco de infarto, especialmente considerando que a prevalência é maior em homens.
  • Visão Epidemiológica e Política: É crucial reconhecer que a maior taxa de mortalidade por IAM no Brasil foi observada na região Nordeste, sendo o diabetes mellitus o fator mais associado a esse índice. Isso reforça a necessidade de políticas de saúde que priorizem o controle de comorbidades em regiões vulneráveis.

Conclusão: O enfermeiro é o pilar da assistência de emergência cardiovascular. Ao dominar os protocolos, gerenciar o cuidado multidisciplinar e liderar a educação em saúde, garantimos um diagnóstico rápido, um tratamento eficaz (como a angioplastia coronária ou fibrinólise ) e, fundamentalmente, melhores desfechos para pacientes com SCA. Esta é a nossa contribuição para o avanço da saúde pública global.

ACESSE O ARTIGO COMPLETO: https://doi.org/10.55905/revconv.17n.5-225

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